La Doc é cenário para clipe do cantor Lucas Lucco

O cantor sertanejo Lucas Lucco estreou, recentemente, seu novo clipe para a música “Quando Deus Quer”. Algumas das cenas foram gravadas num cenário conhecido pelos sorocabanos: o La Doc Reserva, espaço privativo anexo ao restaurante La Doc Gastronomia, com entrada independente e projetado para receber encontros, reuniões e confraternizações.

A produção romântica mostra o sertanejo vivenciando momentos de afeto com sua parceira e surpreende ao abraçar, também, a causa dos portadores de deficiências físicas. Além da atriz Caroline Krieger, que interpreta a namorada do artista, o vídeo conta com depoimentos de garotas que falam a respeito da condição.

Sobre a arquitetura do La Doc

Quando Geraldo e Fernanda Caiuby receberam a missão de projetar integralmente o restaurante La Doc, em Sorocaba, sabiam que teriam de vencer algumas limitantes. Aproveitar ao máximo o terreno – 748,00 m² em acentuado declive, numa esquina localizada em um dos bairros mais elegantes de Sorocaba (SP) -, ser extremamente funcional – um dos sócios é um renomado e exigente restauranter, com passagens pelo Fasano, Gero, Parigi, entre outros – e transmitir no tom certo a mensagem gastronômica da casa, sem exagerar ou subestimar seus atributos e qualidades eram alguns dos desafios.

O primeiro, racionalizar ao máximo o espaço, ficou por conta de Geraldo Caiuby, pai de Fernanda. “Arquitetura é a habilidade em disciplinar o uso dos espaços”, ensina. “O projeto nasce quando definimos as limitações, que, neste caso, eram a distribuição das mesas e das áreas operacionais no terreno. Afinal, um empreendimento dessa natureza deve ser funcional, agradável e promocional”, diz Geraldo.

Toda a concepção arquitetônica foi inspirada nas lembranças que o arquiteto tem da Itália e, mais precisamente, da arquitetura mediterrânea. “A volumetria precisa, a simplicidade dos materiais e os jogos de luz e sombra são imperativos nesse conceito e determinaram a concepção do restaurante”, conta Geraldo.

O declive do terreno, que, para os leigos, pode parecer uma dificuldade a mais, não é problema para a arquitetura de Geraldo Caiuby. “Os declives são ótimos”, sentencia. “Criam uma terceira dimensão ao projeto e tornam os espaços mais harmoniosos, melhor distribuídos e menos óbvios”, orienta. “Pode até custar mais, se considerarmos alguns gastos com estrutura e alvenaria, mas o resultado final compensa”, sugere.

Vencida essa etapa, que levou cerca de 90 dias, foi a vez de Fernanda entrar em cena: “Havia um pedido, praticamente uma exigência, feita por um dos sócios para que houvesse uma grande árvore no centro do salão”. Assim, toda a arquitetura interior tinha de ser desenvolvida a partir desse elemento, que acabou sendo um frondoso exemplar de Ficus benjamina, com quase seis metros de altura, plantada em um vaso que fica envolto num cachepô revestido de aço corten. Sobre a árvore há uma claraboia, necessária para a entrada da luz solar.

Outro pedido era que nada poderia ser ostensivo demais. A solução foi criar um ambiente rústico, assim como o alto nível da gastronomia desenvolvida no local. “Seguindo a concepção inicial do projeto, escolhemos materiais como madeira de demolição para revestir todo o piso do salão; tijolos de demolição, que formam o balcão do bar de espera; e placas de porcelanato com padronagem igual à de cimento queimado assentadas no lounge, nos banheiros e que emolduram o piso do salão. Além disso, todas as paredes são texturizadas artesanalmente. Usamos massa rústica, que foi aplicada com desempenadeiras e pedras de diferentes granulações”, enumera Fernanda.

Uma das paredes do salão é entremeada por grandes painéis de vidro. Charmosas cortinas de linhão, na cor fendi, trazem aconchego e privacidade aos nichos envidraçados.

O pé direito duplo do salão recebeu forro acústico, que apesar do custo mais elevado, garante uma boa acústica para o salão, além da fácil manutenção tanto da iluminação quanto do ar condicionado.

Outra solicitação que resultou o layout final foi a criação de “cantos” estabelecidas por três cahepôs menores, ou seja, espaços nos quais as pessoas tivessem a sensação de privacidade entre as mesas, desfrutando da gastronomia que traz alguns pratos premiados nacionalmente – e da adega, com uma eclética e interessante carta de vinhos.

O mobiliário de mesas e cadeiras escolhido para o La Doc foi da Thonart, considerada referência em mobiliário de restaurantes e hotéis de luxo. “Optamos por revestir os assentos das cadeiras com couro sintético na cor whisky, que fica harmônica e quase idêntica à da madeira e enaltece ainda mais a palha dos encostos.” A iluminação é indireta e nasce de esguias arandelas. “Isso ajuda a criar um ar de aconchego”, explica Fernanda. No forro estão as iluminações gerais, que são controladas por dimmers, dando a possibilidade para que ambiente fique mais ou menos iluminado.

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