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Posição do bebê no berço pode evitar a morte pelo mal súbito

Sem muitas estatísticas no Brasil, a síndrome da morte súbita atinge 0,57 em mil nascidos nos Estados Unidos. A possibilidade assusta e preocupa os pais em qualquer parte do mundo. Afinal, o bebê – que parece apenas dormir profundamente –, na verdade, não respira mais. “Óbitos nestas condições ainda são um mistério para a medicina”, diz a pediatra Izilda das Eiras Tamega, que também atua como professora na Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde da PUC-SP.

Informações sobre os fatores de risco ajudam a proteger a criança. Sua posição no berço é apontada por pediatras como a principal forma de prevenção. “Dormir de bruços ou de lado pode aumentar o risco da morte súbita”, alerta a especialista.

As primeiras pesquisas nesse sentido tiveram início na década de 1960, nos EUA. Porém, somente vinte anos depois, durante investigações nas cenas dos óbitos, concluiu-se que as mortes aconteciam com maior frequência quando os nenéns dormiam de bruços.

“Além disso, crianças de dois a quatro meses de idade correm maior risco. Existe um predomínio na incidência deste mal súbito em meninos (cerca de 50 a 60% dos casos)”, destaca Izilda.

A pediatra reforça que, ao longo da gravidez, alguns pontos merecem atenção. “São eles o acompanhamento pré-natal deficiente ou ausente; baixo peso ao nascer; restrição ao crescimento fetal; prematuridade e multiparidade com menor intervalo entre as gestações.”

De acordo com o American Sudden Infant Death Syndrome Institute (Instituto Americano da Síndrome da Morte Súbita do Lactente), em 1980, a incidência era de 1,53 caso em cada mil nascimentos. Em 2004, o índice havia sido reduzido em 75%.

Um levantamento conduzido em Passo Fundo (RS) com 2.285 lactantes revelou que 78% delas colocavam a criança para dormir de lado. Contudo, 88,5% nunca haviam deitado o bebê na posição mais perigosa – de bruços.

Recomendações

O ideal é que os bebês durmam em colchão firme, de barriga para cima e com os pés encostados na borda do berço – evitando, assim, que escorreguem para debaixo das cobertas.

Convém evitar travesseiros e brinquedos na cama, bem como deitar o neném entre os pais. É recomendado manter o berço no quarto dos pais; amamentar no peito, uma vez que o leite materno reduz a ocorrência de infecções respiratórias e gastrointestinais e pode diminuir os riscos de morte súbita; e sempre alertar o pediatra sobre alterações na respiração do bebê, incluindo engasgos frequentes.

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